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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Tv Escola

Educação Musical na TV Escola

A Educação Musical perdeu um importante espaço de ampliação de suas ações quando o atual governo extinguiu a TV Escola. Os dois vídeos que apresentamos a seguir foram relevantes no contexto do processo de inserção da música na escola e mostram alguns aspectos desse processo.

O Salto para o Futuro, foi um programa dirigido à formação continuada de professores e de gestores da Educação Básica, integra a grade da TV Escola (canal do Ministério da Educação). O Salto foi mais do que um programa de TV. Contou com um site no qual se encontra disponibilizada a publicação eletrônica Salto para o Futuro (ISSN 1982-0283) e onde eram promovidos debates em rede.

O programa era apresentado em reprise às terças e às quintas-feiras na TV Brasil e também podia ser assistido na página www.tvbrasil.org.br/webtv/ sempre às 05h30min. Atualmente, encontramos resquícios do programa somente no link: https://tvbrasil.ebc.com.br/saltoparaofuturo

Para a recepção mediada do programa, eram organizados pelas Secretarias de Educação grupos nos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE). Além disso, o SESC Nacional também desenvolvia um trabalho de formação utilizando as séries do Salto. Há ainda relatos de utilização do programa em universidades, escolas, espaços culturais, entre outros, que podiam ser recepções compartilhadas ou livres. A participação dos professores se tornara uma marca especial do programa. Múltiplas “vozes” de todo o país foram ouvidas e os questionamentos recebidos tornaram-se constitutivos dos debates.

A emissora TV Escola foi criada em setembro de 1995, indo ao ar oficialmente no dia 4 de março de 1996. Em 12 de dezembro de 2019 foi revelado que a TV Escola seria encerrada por decisão do ministro da Educação, que não renovou o contrato de gestão com a ACERP, associação que gere a emissora.

O link dos vídeos sobre educação musical, apresentados a seguir, levam para a Wikipédia sobre a "Empresa Brasil de Comunicação" (mais conhecida pela sigla EBC - https://www.ebc.com.br/), que é uma empresa pública federal que possui um conglomerado de mídia no Brasil, tendo sido criada em 2007 para prestar serviços de radiodifusão pública e gerir as emissoras de rádio e televisão públicas federais. Também é responsável pela EBC Serviços, ramo que produz "A Voz do Brasil" para a Secretaria de Governo da Presidência da República, gerencia a Rede Nacional de Rádio, licencia os programas dos veículos da EBC, fornece monitoramento e análise de mídias sociais e realiza todo o trabalho de publicidade legal para os órgãos da administração pública federal.


Salto para o futuro: de segunda a sexta, TV Escola - 19h, TV Brasil - 5h50 (2011)

A série, a qual pertence o vídeo a seguir, tem como proposta fomentar a discussão sobre a música nas escolas, com base na implementação da Lei 11769/08. Diferentes abordagens propostas  para a educação musical, ao longo do tempo, serão analisadas, bem como será enfocada a diversidade musical e possíveis metodologias de ensino da música. Experiências musicais que já acontecem nas escolas brasileiras serão apresentadas como base para reflexão e subsídio para a inclusão da música nos currículos.

Salto para o Futuro - Educação musical escolar (reprise) - 17 de dez. (2012)

Além dos vídeos, foi elaborado e publicado um boletim (em formato de livro) com textos que abordam alguns fundamentos sobre a educação musical no contexto da escola de educação básica (SALTO PARA O FUTURO, 2011). O boletim tem a seguinte estrutura:
  • Apresentação da série (Rosa Helena Mendonça)
  • Introdução: Educação musical escolar (Sérgio Luiz Ferreira de Figueiredo)
  • Texto 1: Educação musical e legislação educacional (Sérgio Luiz Ferreira de Figueiredo)
  • Texto 2: Diversidade musical e ensino de música (Luis Ricardo Silva Queiroz)
  • Texto 3: Música nas escolas (Luciana Marta Del-Ben)
  • Texto complementar: Formação do professor de música: demandas novas e emergentes (Cristiane Galdino)


Referências:



Salto para o Futuro - Educação musical escolar. Ano XXI, Boletin 08, junho de 2011. Disponível em: <http://files.marconeves.webnode.com.br/200000054-a8549a94e8/Edu.MusinaescolaSaltoFuturo.pdf>





Professor Eliton Pereira
O Blog da educação musical tem por objetivo ser um espaço para divulgação de ações, projetos, cursos, eventos e publicações da área da educação musical no Brasil.
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terça-feira, 26 de maio de 2020

Blog reúne informações

Blog reúne informações sobre educação musical

Criado: Segunda, 25 de Maio de 2020, 16h40 | Última atualização em Terça, 26 de Maio de 2020, 16h51


Projeto é uma iniciativa de docente do Câmpus Goiânia e busca envolver licenciandos em música da unidade

imagem sem descrição.

Alunos do curso de Licenciatura em Música do Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG) e de outras instituições, além de demais interessados em educação e música têm agora mais um espaço com informações referentes à essas áreas. Trata-se do Blog Educação Musical, plataforma criada pelo professor Eliton Perpétuo Rosa Pereira, vinculado ao curso de Licenciatura em Música do câmpus. O blog já está disponível para acesso no endereço: https://blogeducacaomusical.blogspot.com

De acordo com o professor, o projeto de disponibilizar a plataforma tem como objetivo ser um ponto de referência para o acesso a conteúdos sobre a área de educação musical e que converse com o campo de conhecimento prático, profissional e acadêmico. A ideia surgiu da necessidade de se realizar postagens mais amplas e explicativas sobre conteúdos que fossem relevantes para professores de música e futuros profissionais da educação musical.

O blog compõe mais uma das ações do Câmpus Goiânia durante o enfrentamento à pandemia da Covid-19, que levou à suspensão do calendário acadêmico no IFG. “O momento de isolamento social não impede o compartilhamento de saberes. Existe muita informação que pode ser divulgada nesse atual momento de pandemia, as quais podem ser transformadas em conhecimento por nós, como sujeitos aprendentes que somos. Assim, a internet se torna uma forte aliada no fortalecimento da comunicação, ampliando a possibilidade do acesso a saberes, mesmo quando estamos isolados”, afirma Eliton.

No blog, o leitor consegue acessar conteúdos da área, além de informações ligadas a associações, projetos, cursos livres, formações acadêmicas específicas, eventos e publicações que surgem tendo a educação musical como foco. A seleção do material a ser divulgado, segundo o professor, se dá por meio de critérios de disponibilidade dos autores ou de conteúdos de acesso aberto encontrados na web, “desde que considerados relevantes para o fortalecimento do que chamamos de saberes essenciais da profissão na era do conhecimento”, acrescenta. O professor reforça ainda que outro critério usado é a escrita acadêmica, com necessidade de uso de referências bibliográficas, digitais e/ou artísticas.

Além de oferecer informação aos estudiosos e profissionais da área da educação musical, o blog também tem a intenção de trazer os licenciandos em Música do Câmpus Goiânia para a produção de conteúdo. Pelo projeto, os alunos que participarem da elaboração das postagens por meio de pesquisas e elaboração de textos receberão uma declaração compatível com a quantidade de horas trabalhadas, sendo computada uma hora para cada postagem em que participar efetivamente.

A previsão, ainda de acordo com o docente, é que o blog seja alimentado até dezembro deste ano, contabilizando 150 postagens sobre educação musical. Até o momento, a página conta com publicações relacionadas a novas tecnologias no ensino da música, música na educação básica, etapas da educação musical, epistemologia da educação musical, entre outras.

Acesse o blog da Educação Musical.

 

Coordenação de Comunicação Social do Câmpus Goiânia

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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Educação Musical e Novas Tecnologias

Questões Emergentes em Educação Musical Escolar no Uso de Novas Tecnologias

O ensino de música no Brasil dentro do contexto escolar, possui um histórico complexo, que levou a música a ter dificuldades de se manter como disciplina autônoma na educação básica. Contudo, dentre as propostas existentes, é necessário realizar uma opção tanto no aspecto das filosofias e perspectivas educativo-musicais históricas, quanto dos objetivos, metodologias, estratégias e ações, para que o ensino seja planejado, executado e avaliado com sucesso neste contexto.

Nesse sentido, a utilização dos meios tecnológicos no ensino musical oferece soluções que põem em prática, ações que suprem algumas necessidades, mas, também, mostram-se como um desafio para a integração de conhecimentos diversificados, como o conhecimento pedagógico – curricular – artístico e tecnológico. Inicialmente, o diálogo entre a música, educação e as NTIC’s provocou objeções de toda ordem. Dizia-se que a tecnologia era coisa fria e racional, não servindo aos desígnios artísticos, que ela afastaria o homem da arte e traria um grande desemprego aos professores e músicos tradicionais. Essa atitude de medo e desconfiança de músicos e educadores, que não se davam conta que esta parceria era antiga, dissolveu-se ao longo dos últimos trinta anos. O desemprego não aconteceu e os músicos tradicionais e pedagogos passam a consumir e utilizar-se da tecnologia para editar partituras, fazer arranjos e automatizar o ensino de solfejo (Krüger, 1999).

Teclado musical

A era tecnológica fortificou-se com a chegada do século XXI e o conceito de arte está sendo repensado e revisto. Composições recentes, tanto da área classificada como Erudita, em obras de Luciano Berio (Folcksongs), Gilberto Mendes (Beba Cola-cola), Chico Mello (John Cage na Praia), Tato Taborda (Samba do Crioulo Doido); quanto na área classificada de Popular, com Arrigo Barnabé, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, mostram que os muros entre o erudito e o popular, vanguarda e tradição, internacional e regional estão sendo rompidos ou diminuídos. A aldeia ficou global, a interdisciplinaridade é o dia-a-dia, a transdisciplinaridade ganha adeptos e o multiculturalismo ganhou as ruas (Souza, 2001).

E, como todo este Mundo Novo está se refletindo na Educação Musical?

Educadores como Dalcroze, Orff e Kodály renovaram com seus métodos alguns aspectos do ensino da música, mas é a partir dos anos 40 com o movimento, Música Viva, criado por Koellreutter e, nos anos 60, com novo impulso trazido pelas Oficinas de Música que a presença da música contemporânea se fez presente, ainda que como sombra, na educação musical brasileira (Campos, 1988). No final da década de 60, surge no Brasil, no Instituto Villa Lobos (RJ), os primeiros trabalhos de Oficina Musical com Esther Scliar e Reginaldo de Carvalho. Na década de 70, na Universidade de Brasília, outras Oficinas de Música foram desenvolvidas por compositores como Sceko e Carlos Karter (Cunha e Martins, 1998).

As novas maneiras de tratar o fenômeno sonoro e a coexistência de outras áreas levaram à elaboração de uma nova linguagem. A utilização dos novos meios de produção musical exigiu outras maneiras de se descrever o som e uma maior flexibilidade de manipulação dos parâmetros do som. O vocabulário musical, nas formas de descrever, representar e relacionar o fenômeno sonoro foi modificado. As transformações geradas pelo uso desses novos meios de produção musical, aliadas às novas concepções no campo científico sobre o que é conhecimento e sobre como o indivíduo constrói conhecimento, exigem que tenhamos novas atitudes quanto à aprendizagem musical.

Esse novo ambiente composto pelo indivíduo, que atua por meio de diversas ferramentas utilizando-se de uma linguagem musical multifacetada, gera novos padrões estéticos e sonoros. Assim, o enfoque educacional tem que levar em consideração todos os elementos que compõem esse cenário, a fim de propiciar ambientes de aprendizagem que levem o indivíduo a agir, a refletir e a expressar suas ideias. E assim, as experiências acumuladas pelos Métodos Ativos (Dalcroze, Orff e Kodály), pelas Oficinas de Música e outras formas de ensino musical de vanguarda necessitam estar presentes na concepção de softwares educativos musicais.

Na concepção de tais ambientes de aprendizagem o computador apresenta-se como uma ferramenta importante que viabiliza uma nova forma de resgate, descrição e representação do conhecimento, apontando para novas perspectivas na exploração e criação musical. A tecnologia emergente aliada a esta nova linguagem musical pouco ou nada está presente na educação básica atual, sendo utilizada apenas no âmbito da criação musical no ensino superior. Outro fator desagregador é o fato da grande maioria de softwares de música, ditos pedagógicos, serem desenvolvidos com objetivos meramente comerciais e assim não contemplarem os conteúdos e conceitos desta nova estética.

Nesse sentido, Cunha (Cunha e Martins, 1998) pontua alguns aspectos essenciais para a avaliação de softwares de Educação Musical. Inicialmente, o software pedagógico musical deve ser multicultural. No sentido de ampliar o conhecimento sonoro para várias culturas, seus instrumentos musicais e formas de organização sonora. Ele deve promover o desenvolvimento de uma escuta sem julgamentos, apreciando os sons pela sua forma e textura, sem preconceitos. No qual se utiliza todo o universo das várias culturas como ampliação da fonte de estímulo para a criação sonora. O software, também, deve ser interdisciplinar. Deve promover a integração da música com as outras formas de expressão com a utilização de imagens, palavras e movimento como pontos geradores para a improvisação e criação musical. Compreensão do fenômeno acústico. Manipular e trabalhar os parâmetros sonoros: altura, duração, dinâmica, timbre e espacialização. Deve propiciar a criatividade, no sentido de brincar com os sons da mesma forma que brincamos com cores, formas e argila, um tatear sonoro, modificando o timbre, altura do som, sem preocupação de organizar esse material necessariamente. Outro fator relevante é a interação Máquina/Aprendiz, pois a elaboração de ambientes computacionais de criação musical deve ter uma sustentação pedagógica para que tais ambientes não percam em interação. Sem tal sustentação, corre-se o risco de que tais ambientes possam ser reduzidos em seus propósitos e meios, ocasionando solicitações deficitárias, por não ser respeitada a complexidade cognitiva dos indivíduos (Cunha e Martins, 1998).

Música na escola

Em razão destas possibilidades, acredita-se que o ganho no uso do computador para o contexto de aprendizagem está vinculado ao apoio para a viabilização e explicitação de ideias musicais. Um sistema de representação computacional deve dar suporte e facilitar o processamento dessas ideias. No qual o indivíduo terá, também, mais oportunidades de expressar e trabalhar seu conhecimento, permitindo assim a criação de possibilidades mais diretas e diversificadas. Acredita-se que os avanços tecnológicos devem estar disponíveis na educação musical como um todo - não apenas em seus níveis mais avançados, como o da composição, mas em qualquer processo criativo sonoro-musical, de experimentações e improvisações. Um ambiente computacional voltado à experimentação musical deve favorecer a atuação das pessoas que estejam ingressando na área, de forma que eles possam conceber e executar suas criações musicais num contexto autônomo de tomada de decisões. Acredita-se que é preciso manter sempre um princípio que garanta a exploração, criação, depuração e compreensão do processo pelo aprendiz. Alguns aplicativos abordam um determinado assunto em profundidade. Outros apresentam noções básicas de categorias: teoria musical, história da música, percepção musical. As enciclopédias dispõem de informações sobre instrumentos musicais. A Internet já vem sendo explorada tanto pelos educadores, em busca de formação e informações, como pelos alunos; funcionando como uma imensa biblioteca para pesquisas de informações, recursos e arquivos.

Toda esta nova gama de recursos para a aprendizagem musical tende a desenvolver novos processos de apropriação de conhecimentos. Estes processos devem ter como foco não somente os objetivos e resultados relacionados aos aspectos técnicos ou materiais, mas, também, focar na consciência sobre as consequentes mudanças nos níveis didático-pedagógicos e efeitos cognitivos.

Referências:
Campos, Denise Á. (1988). Oficina de música: uma caracterização de sua metodologia. Goiânia, Cegraf/UFG, Dissertação de mestrado – Faculdade de Educação da UnB, Distrito Federal.
Cunha, Glória; Martins, Maria C. (1998). Tecnologia, Produção & Educação Musical: Descompassos e Desafinos. congresso ribie, 4., 1998, Brasília. Anais… São Paulo: Unicamp.
Kruger, Susana E. et al. (1999). In: Desenvolvimento de Software para Educação Musical: um Projeto Interdisciplinar. VI Simpósio Brasileiro de Computação. Rio de Janeiro.
Souza, Maria J. A. (2001). Informática educativa na educação informática: estudo de geometria no ambiente do software cabri-géomètre. Dissertação de Mestrado. FACED/UFC, Fortaleza


Professor Eliton Pereira
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A Acessibilidade na Educação Musical

Sou Fabrícia Eges Ferreira Azevedo, cantora, compositora, tecladista, aluna do curso de licenciatura em música do IFG Campos Goiânia. Sou um...